Autoestima nas redes sociais

Tem um tempo que eu venho pensando sobre o tema que dá nome ao título desse texto.

Quando a Bia me perguntou se eu queria escrever por aqui, tenho certeza de que ela não pensou que seria sobre um papo que eu tenho comigo mesma há tempos (eu falo sozinha e você não tem nada a ver com isso).

A gente pode começar a falar de autoestima nas redes sociais envolvendo vários assuntos.

A gente pode começar, por exemplo, usando aquela famosa frase “No Orkut, todo mundo é gato”.

Era muito comum ouvirmos isso nos tempos em que o Flamengo ainda não era hexacampeão brasileiro (é isso aí, chupa!)

De vez em quando, nos deparamos com algum texto falando que quem usa rede social e se comunica mais com o mundo pela internet tem a autoestima baixa – ou “baixa estima”, como diria a querida Narcisa (não haveria nome melhor pra ela, bai-de-uei).

Olha, não caiam pra trás com o que eu vou dizer, mas a internet faz parte do mundo…

E a verdade é que esses caras estão viajando.

As pessoas trabalham a autoestima nas redes sociais ou não, assim como em qualquer lugar da vida. Gente é gente, mesmo que em forma de avatar.

Online, olha que maravilha de cenário, elas ficam com mais coragem de opinar, de falar “oi, delícia” pra amiguinha do Twitter e de colocar um ensaio sensual no Orkut – ó que legal de se ver! -, além de tomar porres na madrugada e abrir o coração para quem estiver logado no Facebook (1 membro).

Então, colega, não venha publicar pesquisa afirmando que hard user tem autoestima baixa porque não tem! Autoestima independe das preferências de uso de ferramenta das pessoas.

O que potencializa deixar a timidez de lado nas redes sociais é a pessoa não ser obrigada a lidar com quem ela discorda, não há o olho no olho e soco ao alcance do dente. Não estou falando que isso seja uma postura saudável, bacana ou que a gente aprove, mas é uma realidade.

Como isso acontece, na maioria das vezes?

Ué, como aconteceria fora do virtual, se fosse possível: se a pessoa está com dificuldade em aceitar alguma crítica mais acirrada sobre o que diz, no fundo sempre haverá um block para aliviar a consciência.

Amigão, a autoestima é pessoal e intransferível.

O ser humano acha seu canto, seu lugar onde pode se sentir melhor para falar o que pensa ou o que quer que as pessoas pensem dele.

Uns, até, preferem se mudar do Rio de Janeiro (WTF?). Então não venha me dizer que o que aconteceu entre nós foi chuva de verão que quem usa redes sociais tem a autoestima baixa porque isso não é verdade.

Acredito até se tratar de um bom treino para encarar a vida em grão, aquela com cheiro.

A idéia desse texto não é, de forma alguma, ter uma conclusão ou algo do tipo. Assim como o Umbiguismo, está aberta a discussão. A boa é sempre poder mudar de opinião, por que não?

Beijos

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Manu Rangel é friburguense e está carioca. Apaixonada por pessoas desde que nasceu. Exerce esta paixão em projetos na web voltados para tendências, conteúdo e redes sociais. E também em trabalhos voluntários por aí. Apreciadora de autodidatas, idealizadora da teoria do Umbiguismo e estudiosa incansável do comportamento humano. Ama capoeira e gosta de nadar no mar até suas mãos ficarem enrugadas.

Author: Convidado

O autor convidado traz um tempero diferente ao Inovattrix. Assim como as ideias, o ponto de vista, a experiência. E é por essa mistura diferente que faço questão de ter por perto as pessoas mais incríveis, com os talentos mais variados. E aqui, abro uma janela para vocês verem um pouquinho desses meus amigos. ;)

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1 Comment

  1. Nunca tinha parado pra pensar sobre essa questão de autoestima na internet… e agora me vejo há vários minutos olhando o tempo e pensando sobre isso.
    Concordo que não só os que tem baixa autoestima estão usando incansavelmente as redes sociais.
    Mas é importante destacar que as redes sociais são vilmente utilizadas para exposição de sua figura e muitas pessoas expõe apenas seu alter ego.
    Bom, isso é uma discussão pra mesa de bar e vai longe…
    Beijo, NÍTIDA!

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